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sábado, 16 de abril de 2011

Resposta a Coruja


Numa manhã cinzenta, onde a promessa de Sol já espantava o sopro azulado da melodia...
Andando pelos caminhos da responsabilidade
Por frações de segundos senti-me observado...
Com grande alegria fitei os olhos na coruja que me olhava...

Com surpresa, não mais que poderia ser,
apenas um artefato em um jardim...

Sei que estou em falta meus queridos amigos...
Talvez tenha sido um sinal
Talvez minha velha amiga das noites em claro tenha chamado minha atenção...

É querida...
eu sei...
Posso sentir nas noites de Luar, que mesmo de onde você esta
Estamos ligados pela mesma luz que ilumina com feição os pensamentos...
Mas posso dizer que as noites aqui não são tão belas
Nem existem morros ou gramados macios para cortejar qualquer tipo de cenário...

As pessoas aqui improvisam e comercializam situações

Sabe querida amiga...
Ás vezes sinto sua falta, ás vezes olho pro céu, e busco encontrar,
Talvez por algum segundo, todos aqueles lindos pássaros que brincavam comigo na infância...

É estranho existir algo em especial aqui que não temos no nosso reino...
Como algo tão confuso por aqui pode ser tão almejado por todos?
Queria outrora estar na torre mais alta assistindo o por do Sol
E sentindo as doces sedas acariciarem minha pele...

Algumas pessoas aqui dizem poder prever o futuro...
E uma delas despertou em mim aquele que já havia adormecido
Ás vezes penso que as energias aqui não possuem o mesmo tom...
Muitas vezes sinto-me abandonado seguindo meu instinto natural...
E o colar que ganhei de presente, brilha no meu peito, e acende as chamas que queimam meu corpo...

Sinto ele chamar meu nome, mas sei que devo seguir...
Mal posso esperar pra apresentar a vocês o tão esperado pretendente
Mas onde estará?
Por que tem que ser assim dessa maneira?

Não sei por que tenho que esconder o oceano dentro dos meus olhos, na noite escura ...

O céu esta tão claro, mas meu coração não vê a fonte da luz...
Estou descalço , correndo muito rápido, e as folhas secas no chão...
As arvores não compreendem mais meu comportamento...

Sim eu estou fugindo novamente...
Fui avisado do penhasco em frente, mas a seiva me incentivou a seguir confiante
E todas as damas da noite , a cada passo, a cada lagrima, enfeitavam meu corpo com seu perfume

E lá longe, e lá de cima, meu reino eu vi...

É hora de pular?
Não existe pra quem voltar.
Não existe quem precise de mim...
Se não meus amigos e companheiros ,irmãos de meu Reino...

Eu vou pular ...
Perdoe-me a todos que um dia os fiz sorrir...
Todos aqueles que não existiram...
Mas vou saltar

Não vai ser de encontro ao chão...
Nem as águas cristalinas lá embaixo , digo pra me aguardarem...
Também digo aos pássaros que não se animem,pois também nãos os vou fazer companhia...

É pra outro local que eu vou...
Não tenho vocabulário pra explicar, mas necessito agir dessa forma
Existe apenas uma forma de eu contar isso
E existe apenas uma pessoa que posso confiabilizar esse segredo...

Vai querido ser de assas, voa para longe
Nas terras distantes
Lá onde o Sol é Dourado, e a Lua maior
Onde as torres e o trono nasceram da raiz
Onde um dia eu fui gerado , da terra e da água
Onde o pai de todos , soprou meu coração e disse:
“Respira Pequeno Príncipe”

Onde as mais belas baleias coloriram á fonte de cor dos meus olhos
E onde um dia a chuva pintou meus cabelos de loiros...
Volta ao meu Reino e leva a mensagem aos meus queridos amigos

Conta que estou perdido, mas ainda sinto que não posso voltar
As assas pesam , e minhas penas brancas , por hora fundem-se em ferros, e meus ombros machucam...

Diz aos cisnes que não posso abrir minhas asas, que a dor é imensa...
E diz ás flores, que não posso me despir

Sinto falta das ovelhas no pasto e dos tigres

Encontrem na Lua, a Luz que meus olhos evocavam ao olhar pra vocês
E de fonte de luz, sempre no reflexo das águas...

Um dia eu voltarei meus queridos
Talvez não mais com a bata e os braceletes de ouro
Talvez estranhassem os pêlos contornando meu rosto
Mas estou sempre com vocês

Um dia cisne claro
Voltarei dos céus, e vai invejar as minhas asas,
Essas que ferem meus ombros,
Essas que desequilibram meu corpo
Que só no meu Reino um dia, o encanto será desfeito
E em forma de anjo eu voltarei

Aguardo Notícias.

Do Seu sempre e humilde Pequeno Príncipe.